Ship to ship – OceanPact é pioneira no Brasil nesse tipo de operação

Ship to ship é o termo adotado para as operações de transferência de petróleo e seus derivados de um navio para outro.

Trata-se de uma alternativa à utilização de portos ou terminais, evitando longos deslocamentos dos navios e reduzindo custos.

A Instrução Normativa no 16 regulamenta desde 2013 os procedimentos técnicos e administrativos relativos a emissão da autorização ambiental para operações ship to ship em águas jurisdicionais brasileiras. A norma estabelece, entre outros, critérios para prevenção e resposta a emergências, além da restrição de áreas para a execução das operações.

De acordo com a legislação ambiental, existem áreas de restrição (a menos de 50 km de distância do litoral ou de Unidades de Conservação Marinhas e áreas de Montes Submarinos em profundidades inferiores a 500 metros de lâmina d’água) e áreas de proibição (Bacias da Foz do Amazonas e de Pelotas e Área do Complexo Recifal de Abrolhos) para operações ship to ship.

“Para conhecimento e análise das possibilidades de mitigação dos riscos da operação é importante a realização de estudos de análise de risco, modelagem computacional e simulações de manobrabilidade considerando as situações de mar mais severas. É fundamental também a elaboração de um consistente Plano de Ação para os casos de emergências”, explica Erik Cunha, Diretor da OceanPact. “Além disso é importante escolher áreas que possuam condições meteorológicas predominantes favoráveis às operações. Devem ser evitadas regiões ambientalmente sensíveis, incluindo áreas com possíveis rotas migratórias de cetáceos”, completa Erik.